ALMEIDA - VILA HISTÓRICA

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Multifuncionalidade da paisagem rural


Em Portugal a paisagem rural oferece uma extraordinária riqueza e diversidade, apesar da relativa pequena dimensão do território. Esta riqueza deve-se a uma enorme variedade das condições naturais, aproveitadas e adaptadas ao longo de séculos de uma engenhosa acção humana.
Hoje em dia, a importância conferida particularmente à paisagem rural e aos desafios que constituem a sua gestão, prendem-se não só com o papel que a paisagem tem na identidade das populações e no conjunto da identidade europeia, mas também com os valores e benefícios sociais, culturais, naturais e cénicos, que vários grupos de actores e utilizadores reconhecem hoje na paisagem. É neste contexto que se fala de multifuncionalidade da paisagem rural, porque dela cada vez mais se esperam várias funções: não só produção (florestal e agrícola), mas também regulação (preservação dos recursos naturais e da qualidade ambiental, conservação da natureza), informação (manutenção da identidade e património cultural), e suporte (recreio e turismo, qualidade de vida). Este reconhecimento e procura de múltiplas funções dizem também respeito aos espaços florestais, sobretudo aos de maior dimensão, que no seu interior deveriam assegurar, a uma outra escala, várias das funções que se esperam do conjunto da paisagem.
Esta multifuncionalidade pode ser considerada intrínseca à paisagem, mas como um objetivo de gestão é hoje especificamente reconhecido a diferentes níveis, sobretudo no principal instrumento para a paisagem rural europeia, a Política Agrícola comum (PAC). Emergiu, também, o conceito de Novo Modelo de Agricultura Europeia e foi introduzida a componente específica do agroambiental e do desenvolvimento rural.

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