Recursos hídricos em Portugal
A irregular distribuição dos recursos hidricos no nosso país está relacionada com a também irregular distribuição das zonas de maior precipitação que constituem zonas de relevo montanhoso. O escoamento da precipitação contribui para o aumento dos caudais dos rios e dos lençóis subterâneos, sendo portanto natural que as zonas áridas e com pouca vegetação, que têm em consequência disso reduzidos níveis de precipitação, tenham uma disponibilidade de recursos hídricos muito inferior às zonas montanhosas. Sendo o território do Norte e Centro de Portugal tendencialmente montanhoso, e o do Sul tendencialmente plano e com vegetação mais reduzida, verifica-se uma assimetria Norte-Sul na distribuição dos recursos hídricos.
O Plano Hidrológico Espanhol tem bastante influência na variação dos caudais dos rios luso-espanhóis uma vez que ao prever a construção de barragens e transvases nesses rios pode provocar uma diminuição drástica dos caudais dos mesmos, afectando a disponibilidade de água doce em Portugal e tendo inúmeras implicações ambientais e económicas. Daí que o Plano Hidrológico Espanhol devesse ter em conta o português e estar coordenado com este, de forma a garantir uma equidade no acesso a este recurso fundamental à sobrevivência das populações e ao desenvolvimento da actividade económica.
O Alqueva assume uma importância enorme no desenvolvimento do Alentejo na medida em que constituiu a "única" fonte de água numa distância considerável. Através da barragem do Alqueva, toda uma zona massacrada pela seca nos últimos anos poderá finalmente percorrer o caminho do desenvolvimento, pois as disponibilidades de água aumentam, o que se traduz em benefícios para as populações e para a agricultura (maior irrigação dos solos e melhores sistemas de rega que permitem o desenvolvimento de novos tipos de agricultura).
A construção de grandes barragens apresenta inúmeras vantagens, entre as quais o aumento da disponibilidade dos recursos hídricos através de um aumento do armazenamento de água e a possibilidade da sua utilização na produção de energia e utilização para fins lúdicos. Porém, apresenta também alguns inconvenientes, nomeadamente para a biodiversidade, na medida em que pode contribuir para a redução do número de efectivos de uma espécie, ou mesmo levar à sua extinção, quer porque as barragens constituem obstáculos às migrações e livre circulação dos animais, quer porque, contribuindo para uma redução dos caudais dos rios, provocam uma descida do nível das águas a jusante.
sábado, 26 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Recursos Hídricos - 1
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Recursos Hídricos - 1
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Porquê estudar a estrutura da população?
Saber qual a estrutura etária e a força de trabalho atual e suas projeções para o futuro é, sem dúvida, fundamental para qualquer plano de governo, isto é, para poder afectar de uma maneira mais racional os recursos disponíveis.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 9 de julho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
3 política ambiental
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O PORTAL DA U.E. _ consulte
Uma das primeiras prioridades da União Europeia após o alargamento é elevar os níveis de vida dos países que aderiram em 2004 (Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia e República Checa), bem como da Bulgária e da Roménia, até serem equiparáveis aos do resto da União Europeia.
Actualmente, as economias dos países que aderiram à União Europeia desde 2004 estão a crescer mais depressa do que as dos outros países, com o consequente aumento da prosperidade, criação de novos empregos e desenvolvimento de novos mercados para bens e serviços do resto da União Europeia. As diferenças entre os níveis de vida na União Europeia estão a esbater-se, com o PIB per capita (um indicador de riqueza) de países como Chipre e a Eslovénia a aproximar-se da média da União Europeia
quinta-feira, 1 de abril de 2010
LIGAÇÕES FERROVIÁRIAS AO PORTO DE AVEIRO
IMPORTÂNCIA DESTAS LIGAÇÕES PARA A CRIAÇÃO DE UMA CADEIA INTERMODAL DE TRANSPORTES
segunda-feira, 29 de março de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
PDM_ PLANO DIRECTOR MUNICIPAL
O Plano Director Municipal deverá ser o instrumento coordenador e mais privilegiado da política de ordenamento do território e de gestão dos espaços componentes do Município e a sua aplicação deverá visar, fundamentalmente, que os anseios e vontades das populações sejam consideradas e satisfeitas dentro do que estiver adequado aos interesses nacional e municipal. O objectivo fundamental do P.D.M., para além da definição das regras para a ocupação, uso e transformação do solo, é o de apoiar a política de desenvolvimento económico e social que a dinâmica dos munícipes justifica e exige, determinando as carências habitacionais e adequando as soluções duma política de habitação às necessidades encontradas e fornecendo, enfim, os indicadores enquadrantes de toda a política municipal na elaboração dos Planos de Actividade para os próximos cinco a dez anos.
Como regulamento administrativo que é, o P.D.M. é, simultaneamente, instrumento de emancipação do município relativamente ao Poder Central do Estado na gestão do solo abrangido e, por isso, também é normativo responsabilizante dos órgãos municipais e dos munícipes na aplicação dos princípios e regras que nela são propostas.
A. Xavier
PLANEAMENTO URBANÍSTICO
Ordenar, enquanto visão global de um território, planear dando forma a acções e estratégias de concretização da referida visão, gerir a construção quotidiana do território em conformidade com os instrumentos de planeamento são três palavras que, de uma forma genérica mas abrangente e coerente, caracterizam o domínio do urbanismo.
Assumindo-se como passo intermédio na estruturação do crescimento e desenho do território, como ponte entre um conceito e uma actividade, o planeamento urbanístico, nas suas componentes física e sócio-económica, afigura-se a conformção de instrumentos de análise, desenvolvimento e regulação, materializados em documentos operativos. De escalas variáveis, entre o nacional e o local, o planeamento urbanístico surge como a actividade que, recorrendo-se dos meios correspondentes - políticas, projectos, planos, programas - se debruça sobre acções a desenvolver na concretização da visão estratégica e abrangente do território, primeiro passo para a sua (e respectiva) caracterização e qualificação.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
A VIDA NA CIDADE
COMENTA A SEGUINTE FRASE:
"A cidade que, por definição, deveria ser um sinónimo de cultura e civilização é, afinal, fenómeno de desumanização e de degradação"
"A cidade que, por definição, deveria ser um sinónimo de cultura e civilização é, afinal, fenómeno de desumanização e de degradação"
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